E cadê o sono?

Sempre tive dificuldade para dormir quando tive um dia muito estressante. Se vou pra cama cedo, fico rolando igual a bife na chapa.
Hoje é um desses dias.
Ontem (aliás, segunda) fui dormir quase 2 da matina porque tinha que trabalhar. Hoje (aliás, ontem) acordo com o meu estômago fazendo voltas em todos os sentidos. Meu café da manhã foi um copo de Coca-cola. Meu almoço iogurte batido com uma maça.
Pelo menos melhorou. Maaaaaaaaaaaas, depois que passou a dor, veio aquela senhora fome. E pra ajudar, passei a tarde inteira em audiência. Legal né?
Agora to aqui, sem sono, cansada, pensando que preciso deitar, porque amanhã (aliás, hoje) é SÓ quarta e a semana mal tá no meio…

No mais, está tudo ok.
Saudades matando de Floripa. Até de coisas que eu achei que não fosse sentir falta. Pelo menos uma coisa boa realmente aconteceu. Aliás, está acontecendo.
Tô me sentindo uma adolescente apaixonada, mas tem coisa melhor? Só esperar pra não atropelar as coisas. Mas estou beeeeeem feliz.
Só posso dizer que AMO morar em Curitiba.

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E a vida vai começando…

Imagina uma pessoa com um sonho. Ela sabe que isso não irá realizar tão cedo.
Dai vem uma oportunidade e ela muda de cidade. Vem outra oportunidade e ela muda de casa. E vem mais uma oportunidade e ela arruma um emprego.
Tô me sentindo tão sortuda, tão feliz que não caibo em mim.
Quando entrei no escritório que estou, não queria o cargo que tenho. Agora, pensando bem, to amando meu cargo e minhas mil responsabilidades. Fico pensando se a assessora anterior deu conta por mais de 8 anos, porque eu não iria conseguir?
Resolvi só falar coisas positivas do tipo EU SOU FODA. E como eu sou FODA, consigo tudo o que eu quero. Mas lógico que eu sou realmente FODA.

Melhor nem ficar falando muito porque a inveja mora perto!

O meu muito obrigada!

Fiquei hoje o dia inteiro pensando em como terminar o último post do ano. Nunca fui muito boa com as palavras, mas tenho que terminar agradecendo.

Quero agradecer 2011 por ter feito 2010 terminar. Apesar da faculdade ter terminado, de ter deixado de ver diariamente meus colegas de sala, das risadas, dos lanches, dos churrascos terem ido junto, 2010 precisava terminar. Foi o ano que perdi meu pai e agradeço por tentar salvá-lo, da melhor maneira possível.

Quero agradecer por ter descoberto amigos que eu nem sabia que existiam (ou sabia, mas estavam longe, ou perto, e não olhava muito para eles). Aquela frase “você só descobre os amigos que tem quando realmente precisa deles” é a mais pura verdade. Não posso enumerá-los, pois se esquecer de alguém, será muito triste. Mas algumas pessoas precisam ser mencionadas:
Karina Mello, que sempre conversa comigo pelas madrugadas, me dando seu apoio e sua vivência, meu muito obrigada;
Luiza Fagundes, que a vida a trouxe de volta mais ou menos 10 anos depois de nos conhecermos, onde descobrimos as coincidências das nossas vidas e as tristezas também… meu super obrigada por estar sempre perto mesmo estando longe;
Kemila Ribeiro, o minduim, que simplesmente me ligou e me pediu “chore o quanto você quiser, não segure as lágrimas”. Sábias palavras que levo isso comigo até hoje. Muito obrigada por fazer sempre parte da minha vida;
Rosana Domingues Fernandes, que, para essa não tenho palavras. Meu muito obrigada por estar sempre presente, mesmo na correria da sua vida;
Karla Goulart, a flor do meu jardim!!! Trouxe para mim o afilhado mais fofo do mundo, o Miguel… amiga que está sempre em sintonia, que sabe sempre falar o que eu quero (e o que eu não quero também haha) escutar;
Karina Miguel, que é uma das pessoas mais doces que eu conheço. Que sabe dar uma palavra boa em todas as horas, mesmo que para ela, a hora não seja boa;
Abilene Caroline Carneiro, que além de prima, é realmente pessoa da família… Muiiiiito obrigada por ser você. Muito obrigada por sempre pensar em mim, mesmo que a sua vida seja bem mais complicada do que a minha… amo você pri;
Carolina Maciel, minha querida baixinha, quase uma árabe, que sempre me faz rir, me faz um bem…
E aos outros que não foram mencionados, não se sintam, por favor, menos merecedores do meu muito obrigada. Todos, sim todos, merecem meu muito obrigada.

Quero agradecer a ter lido, quando criança, “Meu pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, por ter aprendido a nobre frase: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Sabia que um dia, o meu DIA iria chegar.
Sabia que quem planta, colhe. E não custa esperar. Adubar a terra e esperar crescer pode ser desestimulante, mas “quem espera sempre alcança”.
Sim, sim. Cheio de frases feitas, coisas que todo mundo conhece mas é isso. É isso que se resume este meu momento.
Meu muito obrigada a vida, a Deus, por ter me feito esperar. Por me ensinar um pouco mais de paciência.

Quero agradecer MUITO a minha mãe. Ela é chata? Muito, mas sem ela, seria muito pior.
É sempre ela que está ao meu lado quando mais preciso. É sempre ela que faz todas as minha vontades. É sempre ela.

E, apesar de tudo, preciso realmente dizer que 2011 foi bom. Foi um divisor de águas. A Samantha que resolveu, finalmente, dar um salto para o futuro.
Espero que 2012 reserve boas coisas pra mim.

E mais uma vez: OBRIGADA DEUS.

E la se foi um ano…

Essa noite simplesmente não conseguia dormir. Às 23:30 eu lembrei do ano da morte do meu pai, mas às 2 da manhã, nem me recordava mais. Ao tentar dormir, perdi completamente o sono, minha mãe também e até a Tete.
Devo ter enrolado na cama até mais de 3 da manhã. Levantei hoje às 9. Depois de tomar banho, me arrumar, tomar café, lembrei da data de hoje: 09/12/2011. Um ano da morte do meu pai. Simples porque simplesmente havia tantos barulhos dentro de casa, do pavor de dormir…
Isso me lembrou do que passei ano passado, do que meu pai passou, das noites sem dormir, das preocupações… E falando disso hoje, parece que foi num passado super remoto e, algumas vezes, nem parece que aconteceu.
Só posso pensar que, friamente, dou graças por ele ter ido. Não ia aguentar mais seis meses de tudo o que ele passou. E do que passamos com ele.
Triste ter que constatar isso…

Mas apesar dos pesares, estou bem. Só um pouco agoniada, mas nada de mais.
Agradeço sempre aos amigos que, mesmo não estando ao meu lado, lançam os pensamentos positivos para mim. Não preciso citar nomes. Vocês sabem quem são.
Ah, e não posso deixar de agradecer a minha prima Abilene, de Curitiba. Te amo prima.

Um mix de tudo

Meio que abandonei isso daqui. Mas não é verdade. A única razão de ter um blog é para escrever quando eu tiver vontade. O que é o caso nesse exato momento.

Hoje fiquei pensando o que estava fazendo nesse mesmo dia ano passado. Primeiro de dezembro. Tinha apresentado meu TCC. Esperando só a colação de grau e finalmente ser Bacharel em Direito (grandes coisa, mas para mim é sim: cinco anos e meio de faculdade é realmente uma grande coisa).
Lembro-me certinho da minha orientadora perguntando como estava meu pai. Fui muito sincera com ela: fiquei com medo dele ter falecido no final de semana anterior a minha apresentação.
Esse momento nostalgia me fez lembrar algumas coisas dele: quando ganhei o mac da minha mãe, ele ficou todo felizinho, dizendo “ah, isso é um apple”; de eu estar ensaiando a apresentação com a minha mãe (um dia antes, diga-se por sinal haha) e meu pai vir sentar ao meu lado, perguntando se poderia estar ali; dele querer construir um quartinho pra ele nos fundos da minha casa para poder ser cuidado por mim e pela minha mãe… Tem outras coisas que me lembro dele, mas essas eu já discuti com a minha mãe essa semana e já chorei por isso. E por esta razão, não serão mencionadas.
Parece que meu pai espero para falecer. Esperou meu stress todo de final de curso para ir. Pode até soar egoísta, mas agradeço muito por isso.
Daqui a oito dias faz um ano. Um ano do falecimento do meu pai. Passou tão rápido…
A única coisa que eu realmente queria agora é não ter que aguentar comercialzinho de Natal, de festividades, da festa de Natal, da festa de Ano Novo e passar logo para 2012. Simples assim. Não sei como sobrevivi a isso ano passado e não sei como será esse ano. Só sei que não pretendo ver foguetório na praia – porque graças a nova religião da minha mãe, ela não acredita mais em festa de Natal e ajuda muito a não ter que passar por isso.

E desculpe-me se você leu tudo isso até aqui. Sendo bem egoísta (e grossa também), o blog é meu e escrevo o que eu quero. E ponto.

Um post sem título?

Cá estou eu, mas tranquila pelo primeiro stress do mês ter passado (e não, não é TPM), escrevendo um pouco.
OS sentimentos são coisas engraçadas: pode-se ficar feliz e cinco minutos depois, as lágrimas rolam pelo meu rosto.
Não vejo a hora do dia 25/10 chegar logo e a decisão ser tomada de uma vez. Ir, não ir, fazer, não fazer. Quase sentenças de um Código Civil.
Preciso que as coisas se concretizem para que o futuro seja, finalmente, desenhado.
Acho que meu pai teria orgulho de mim. Quer dizer, eu sei que ele tinha orgulho de mim, porque sempre que conhecia os amigos dele, sempre diziam “seu pai fala muito de você”. Apesar dele nunca ter me dito nada, eu sei que ele tinha. Tinha que ter.
Estou me lembrando do dia que ele “conheceu” meu mac: “olha, isso é um apple”. Tadinho. Uns dias depois ele faleceu.
As vezes tenho vontade de voltar ao passado e dar uns belos socos nele por não ter cuidado direito da saúde. Mas se bem que umas chineladas ele levou. Sim, tirei meu chinelo e bati nele por ter voltado a fumar depois de 4 meses, por conta de uma doença inventada.
Falo, falo, falo, mas também não cuido lá bem da minha saúde.

Mas tá, você que está ai, sem entender uma palavra deste post, não ligue: sou assim mesmo. Vivo a um milhão por hora e com milhões de pensamentos ao mesmo tempo. Esse é o jeito Samantha de ser.

Sentimentos

Tem dias que é tudo tão difícil. Tão complicado. As lágrimas rolam sem ao menos pedirem permissão para fazer parte da face.
O coração aperta, as lembranças vem a cabeça.
Lembranças do meu pai, de coisas que eu queria dizer para ele. Lembranças das coisas que deram e não deram certo na minha vida.
Incertezas. Elas sempre me acompanham. Porque não nasci mais determinada e menos medrosa?
Já recebi alguns elogios por ser corajosa. Na verdade, isso é apenas uma casca. Sou medrosa, impaciente…
A vida é sempre tão complicada. Nada é do jeito que se planeja.
Aliás, para que fazer planos? E falando em planos, uma coisa está se maquinando na minha cabeça, mas só vou decidir em 25 de outubro. Vou ter que dar a minha cara a tapa, enfrentar algumas situações, mas dizem que a vida de adulto é assim.
E mais algumas lágrimas aparecem.
Saudade é a palavra da semana.