Feliz Aniversário.

O mês de abril começa. E eu fico pensando. Hoje meu pai faria 64 anos de vida. 

Faz 2 anos e 4 meses que ele não está mais no mundo, mas não há um único dia que eu não penso nele.

Lembro de coisas banais, como ele me ensinando a usar o DOS, de ter me dado um computador preto, com a letra verde e me ensiando usar aquilo (se eu tinha uns 10, 12 ano era muito), de ter jogado um morcego que entrou pela janela do nosso apartamento enquanto brincávamos de computador (tá, não sei se um gravador e um televisor pode ser chamado de computador, mas eu já achava demais), de ter me dado o meu primeiro celular, de tirar dúvidas de cálculo I pelo telefone (siiim, ele me ajudava a resolver as questões por telefone haha era tão legal), de conversar de música comigo, de mostrar os vinis que ele tinha (os quais eu realmente quis ficar e não pretendo me livrar deles nunca), de mostrar um novo joguinho que ele comprou, de me ensinar a usar o irc (olha Samantha, descobri um novo programa que se usa pra bate papo – acho que isso foi em 1997/1998)…

Tenho saudades de simplesmente pegar o telefone e conversar com você pai. Agora é só assim: nos meus pensamentos, nos meus choros, no meu blog…

Vou sentir uma saudade eterna de você. Inclusive das nossas brigas. Eu sei que não fiz o melhor, mas tentei. Juro que tentei.

Feliz 64 anos pai. Feliz aniversário. Te amo.

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Em casa!

Nunca me senti tão em casa como me sinto agora. Quando morava em Floripa, sempre sentia que estava ali provisoriamente, que aquele ali não era o meu lugar. Sempre me senti um patinho fora da água. E o sonho de me mudar de lá para qualquer lugar sempre ficou nítido para os que me rodeavam.
Não posso dizer que não gosto de Floripa, mas ali havia algo que, não sei explicar direito, não me fazia bem, apesar de todos os amigos que tenham por lá.
Aqui em Curitiba realmente me sinto em casa. Tudo muito estranho ainda, diferente, vários desconhecidos… Mas realmente estou em casa! Sim, choro de saudades das coisas de Floripa. Sempre terei um carinho especial pela cidade, mas acho que pra mim só será isso mesmo…

Ah, sem esquecer que hoje é aniversário de Curitiba! Mas aqui não é feriado municipal. Feriado é só dia 8 de setembro. No começo, confesso que fiquei meio espantada, mas o legal é que dia 7 de setembro é feriado nacional, ou seja, ganha-se um dia a mais pra se fazer nada por aqui! E pra mim isso é sinal de que poderei viajar! hahahaha 😀
E mais uma vez, parabéns minha querida Curitiba pelos seus 319 anos!

Saudades…

Por pior/melhor que meu pai fosse, tinham coisas que eu fazia só com ele: discurtir uma nova tecnologia, pegar os discos de vinil dele e descobrir bandas dos anos 60/70 das quais ele foi para shows, programas novos para computador… Eu podia testar receitas com ele e, por pior que elas ficassem, sempre recebia uma elogio que estava delicioso…
Esse sentimento de culpa um dia vai passar? Eu realmente espero que sim. Esse sentimento de que eu poderia ter falto mais ou poderia ter feito diferente vão me acompanhar o resto da vida.
Passei hoje o dia inteiro pensando no mesmo dia do ano passado, como se fosse um filminho. Lembro de praticamente tudo, com detalhes. Fico me sentindo mal por ter deixado ele lá e ter vindo embora para casa. Lembro das primeiras noites eu e minha mãe mal conseguir dormir. Lembro de tanta coisa…
Coração, aguenta só mais um pouco tá?

Saudade.

Quem inventou essa palavra merecia um… soco! Sério, se eu não me engano, somos a única língua do mundo que existe essa palavra. Em inglês é “miss you”, mas não tem o mesmo sentindo de saudade. Sentir falta é leve. Saudade é bem mais forte do que isso.

Hoje a tarde minha mãe recebeu uma visita de uma amiga que faz estudo bíblico com ela. E geralmente eu me meto no meio, dou as minhas opiniões furadas e sempre falamos do meu pai, da situação como foi a doença dele e… as lágrimas vieram.
Sabe, não é culpa da moça. Ela viu como o meu pai estava quando veio pra cá. Viu a evolução da doença.
Eu sei que o meu sentimento é uma mistura de saudade com culpa. Sempre vou sentir essa culpa no meu íntimo. Pode passar 50 anos, vou remoer isso sempre.
Eu não sei o que é pior: sentimento de culpa ou saudade.
Mas como diz a minha mãe: Inez é morta.

Enfim, não serão lágrimas que irão curar tudo isso. E acho que nem o teu. Mas um dia de cada vez.

Um post sem título?

Cá estou eu, mas tranquila pelo primeiro stress do mês ter passado (e não, não é TPM), escrevendo um pouco.
OS sentimentos são coisas engraçadas: pode-se ficar feliz e cinco minutos depois, as lágrimas rolam pelo meu rosto.
Não vejo a hora do dia 25/10 chegar logo e a decisão ser tomada de uma vez. Ir, não ir, fazer, não fazer. Quase sentenças de um Código Civil.
Preciso que as coisas se concretizem para que o futuro seja, finalmente, desenhado.
Acho que meu pai teria orgulho de mim. Quer dizer, eu sei que ele tinha orgulho de mim, porque sempre que conhecia os amigos dele, sempre diziam “seu pai fala muito de você”. Apesar dele nunca ter me dito nada, eu sei que ele tinha. Tinha que ter.
Estou me lembrando do dia que ele “conheceu” meu mac: “olha, isso é um apple”. Tadinho. Uns dias depois ele faleceu.
As vezes tenho vontade de voltar ao passado e dar uns belos socos nele por não ter cuidado direito da saúde. Mas se bem que umas chineladas ele levou. Sim, tirei meu chinelo e bati nele por ter voltado a fumar depois de 4 meses, por conta de uma doença inventada.
Falo, falo, falo, mas também não cuido lá bem da minha saúde.

Mas tá, você que está ai, sem entender uma palavra deste post, não ligue: sou assim mesmo. Vivo a um milhão por hora e com milhões de pensamentos ao mesmo tempo. Esse é o jeito Samantha de ser.