Escreva um título aqui

Na escola, na época de aprender a escrever realmente uma redação, meus professores me ensinaram que escreve um título era feito depois de completa.

Aqui, sempre escrevo o título primeiro. Acho que é porque mais ou menos sei o que vou escrever.

Escrevi dois parágrafos e parei. E chorei. Eu não estou deprimida nem nada, mas só chorei.

O motivo? Coisa idiota.

Meus avós maternos tem uma história bem obscura.

Minha avó era cigana. Sim, daquelas que vivem em tendas e se mudam de um lado para outro. Dessa forma, minha mãe é cigana.

Não conheço os parentes da minha avó. Não conheço minha bisavó. Morreu aos 17 anos de parto. A minha tataravó faleceu 1 ano depois. Ou seja, nem minha avó conheceu a mãe dela e a avó dela.

Meu avô, conta a minha mãe, é tuaregue. Povo nômade do deserto do Saara. Também não conheci a família dele. Aliás, só fui conhecer meu avô aos 9 anos. Ele era incrível.

Sim, ambos já faleceram.

Mas sabe aquela vontade de conhecer suas raízes? Da história da sua família, de como vieram parar no Brasil, de quem são seus antepassados… Isso eu não sei. Acho que nunca vou descobrir.

E isso me magoa. E muito.

Única coisa que sei de verdade é que sou descendente de ciganos e tuaregues. Que meu avô falava curdo. E que, de acordo com ele, “os filhos da Nanci tem sangue leal”.

Quando morei em Curitiba, os árabes sempre acharam que eu era árabe. E vinham falando comigo e eu não sabia uma palavra.

Comecei a aprender árabe lá, mas voltei pra Floripa e não consegui mais professor. Mas a vontade não morreu…

Quem não conhece seu passado está fadado a repetir a história. Mas que passado? Como mudar o futuro se eu nem sei como é o meu passado?

Simplesmente não sei.

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A vida da gente…

Sempre que entramos na escola, a primeira “tia” ensina que “a gente nasce, cresce, reproduz e morre”. Todo mundo aprendeu isso na escola. Mas nesse meio tempo a gente vive. Isso se esqueceram de avisar.
Nesse meio tempo você tem tempo para aprender do que gosta. E também do que não gosta. Aprende que precisa ser educado, que precisa ter bons modos e ser gentil. Aprende que, às vezes, é necessário não ser nada disso do que você levou anos aprendendo. E que em algumas situações você realmente precisa ser o que você não é.
A gente nasce aprendendo. E morre aprendendo. Humildade é uma coisa que simplesmente se tem. É como educação: ou você tem ou você não tem. Não há maneiras de adquiri-la depois de certa idade.
Tem momentos na vida que são realmente úteis. Mas a grande maioria você aprende que “depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma”, como bem já disse Shakespeare um dia, num passado ali do lado.

Depois desse texto vago, sem citar nomes e nem ninguém, aprendi que preciso ser mais teimosa do que já sou, mais briguenta do que já sou, mais brava do que já sou, mais qualquer coisa do que já sou. Porque ninguém vai fazer nada por mim.
Bom, vírgula. Isso é uma tremenda mentira! Tem gente que realmente faz algo pela gente. Essa pessoa está ao seu lado desde o seu nascimento. E tem um nome universal: mãe.
Para aqueles que não tem esse sentimento pela própria mãe, só posso dizer uma coisa: lamento. Não tenho culpa e problema seu.
Depois da mãe da gente, aprendemos que tem uma outra coisa que sempre completará nossa vida. Amigos. Esses são os mais preciosos.
Amigo não é aquele igual a vaca de presépio: não concorda com você em tudo. Amigo é aquele que te dá bronca quando você está errado, que te liga as 22 horas de um domingo pra contar que tem um rato na cozinha e pergunta o que fazer nessa situação (ok, quem fez isso foi eu, mas vale a pena aqui ser relatado)… E coisas desse tipo.
Mas também amigo é aquele que te ouve quando você simplesmente precisa falar durante horas, ou simplesmente, precisa chorar. Não fica te perguntando o que aconteceu. Simplesmente te dá um abraço.
E é por isso que eu simplesmente amo meus amigos. Saudades de todos!