Feliz Aniversário.

O mês de abril começa. E eu fico pensando. Hoje meu pai faria 64 anos de vida. 

Faz 2 anos e 4 meses que ele não está mais no mundo, mas não há um único dia que eu não penso nele.

Lembro de coisas banais, como ele me ensinando a usar o DOS, de ter me dado um computador preto, com a letra verde e me ensiando usar aquilo (se eu tinha uns 10, 12 ano era muito), de ter jogado um morcego que entrou pela janela do nosso apartamento enquanto brincávamos de computador (tá, não sei se um gravador e um televisor pode ser chamado de computador, mas eu já achava demais), de ter me dado o meu primeiro celular, de tirar dúvidas de cálculo I pelo telefone (siiim, ele me ajudava a resolver as questões por telefone haha era tão legal), de conversar de música comigo, de mostrar os vinis que ele tinha (os quais eu realmente quis ficar e não pretendo me livrar deles nunca), de mostrar um novo joguinho que ele comprou, de me ensinar a usar o irc (olha Samantha, descobri um novo programa que se usa pra bate papo – acho que isso foi em 1997/1998)…

Tenho saudades de simplesmente pegar o telefone e conversar com você pai. Agora é só assim: nos meus pensamentos, nos meus choros, no meu blog…

Vou sentir uma saudade eterna de você. Inclusive das nossas brigas. Eu sei que não fiz o melhor, mas tentei. Juro que tentei.

Feliz 64 anos pai. Feliz aniversário. Te amo.

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Um post sem título?

Cá estou eu, mas tranquila pelo primeiro stress do mês ter passado (e não, não é TPM), escrevendo um pouco.
OS sentimentos são coisas engraçadas: pode-se ficar feliz e cinco minutos depois, as lágrimas rolam pelo meu rosto.
Não vejo a hora do dia 25/10 chegar logo e a decisão ser tomada de uma vez. Ir, não ir, fazer, não fazer. Quase sentenças de um Código Civil.
Preciso que as coisas se concretizem para que o futuro seja, finalmente, desenhado.
Acho que meu pai teria orgulho de mim. Quer dizer, eu sei que ele tinha orgulho de mim, porque sempre que conhecia os amigos dele, sempre diziam “seu pai fala muito de você”. Apesar dele nunca ter me dito nada, eu sei que ele tinha. Tinha que ter.
Estou me lembrando do dia que ele “conheceu” meu mac: “olha, isso é um apple”. Tadinho. Uns dias depois ele faleceu.
As vezes tenho vontade de voltar ao passado e dar uns belos socos nele por não ter cuidado direito da saúde. Mas se bem que umas chineladas ele levou. Sim, tirei meu chinelo e bati nele por ter voltado a fumar depois de 4 meses, por conta de uma doença inventada.
Falo, falo, falo, mas também não cuido lá bem da minha saúde.

Mas tá, você que está ai, sem entender uma palavra deste post, não ligue: sou assim mesmo. Vivo a um milhão por hora e com milhões de pensamentos ao mesmo tempo. Esse é o jeito Samantha de ser.