Um mês em Curitiba

Dia 3 completou um mês em Curitiba e nem me liguei. Só percebi isso hoje.
Na verdade, a vida por aqui só começou dia 23 de fevereiro, quando comecei no meu emprego e comecei a me virar sozinha. Mas quero começar a contar desde o dia que vim para cá, dia 3 de fevereiro.
E o que aconteceu desse dia para cá?
Aprendi que nem tudo gira ao meu redor e nem faz questão de girar.
Aprendi que tenho prazo para as coisas e não pode ser o agora.
Aprendi que se posso deixar pra amanhã, não preciso perder meu sono agora.
Aprendi que ter liberdade é tudo… Que é difícil conquistá-la, mas não quer dizer que você pode fazer tudo o que quiser: precisa de parcimônia. Sempre.
Aprendi, também, que amigos de casa tem criações diferentes da sua e não vão ser parecidos com você. O nome disso é família. Eles sim são um saco exatamente como você.
Aprendi que dinheiro ganho através do seu trabalho é sempre melhor. Mas que o dinheiro vindo de graça também é muito legal.
Aprendi que ter seus amigos perto de você é essencial mas não é tudo: os invejosos podem se disfarçar de amigos.
Aprendi a ter cuidado. Cuidado com quem eu falo, onde ando, com o meu dinheiro, com as minhas coisas.
Aprendi a economizar. E não é que R$ 150,00 dura mais que duas semanas?
Aprendi a aprender. E aprendi a analizar.
Aprendi a ficar quieta. E olha que isso é uma tarefa nada fácil para mim.
Aprendi a amar ainda mais a minha mãe. E o Max. E o Alex.
Aprendi que bicho de estimação não é objeto: eles fazem parte da sua vida. Saudade da Tete é pouco. Abraçar essa coisinha tem me feito falta.

E estou começando a pensar seriamente: preciso de um peixe Beta.

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