É. Definitivamente o meu blog é mais um psicólogo que eu tenho comigo mesmo do que um blog que eu escrevo com certa frequência.
Queria ser mais forte do que eu sou. Na verdade, queria ser tão forte quanto as pessoas pensam que eu sou. Quanto os outros me veem que eu sou.
Queria me ver forte. Queria me ver grande.
“Sou errada. Sou errante. Sempre na estrada. Sempre distante”.
Essa mania de ficar me autoanalisando acaba comigo. Sou o ser mais crítico comigo mesma que pode existir na face da terra. Até hoje não entendo e não sei porque me cobro tanto das coisas. Isso tudo só me faz mal. E eu tenho consciência disso.
No fundo, eu sei que afasto as pessoas de mim. Que quero e sou um ser sozinho no mundo. Me tranco no meu quarto e por aqui eu fico. E por aqui eu vivo. E por aqui eu convivo. Não deixo os outros se aproximarem. E quando conseguem, coloco o Muro de Berlim entre mim e qualquer ser humanos. Acho que é por isso que eu gosto tanto de cachorro.
Só não gosto das dores de cabeça que vem depois das crises…

Então…

Sabe aqueles dias que você está meio sei lá? Que as coisas não tem sentido e nem fazem diferença?
Ontem, lendo o blog da Dani (link ao lado!!!), vi que eu não sou tão ET quanto eu achava que era. Vi o quanto o sentimento das pessoas é parecido.
As vezes me sinto como um pontinho no meio da multidão e não sei o que fazer. Parece que só eu tenho sentimentos estranhos…
A Dani comentou no blog dela algumas coisas das quais estou passando e, conversando com ela pelo Whatsapp, cheguei algumas conclusões sozinha (logicamente com ajuda do blog dela!)… Tal como: porque me cobro tanto? Porque acho que DEVO ser melhor? Porque acho que DEVO algo pra sociedade? Preciso aprender a parar de me preocupar com coisas tão bobas… Preciso aprender a levar a vida mais leve e sem tantas cobranças de mim para eu mesma.
Sempre fui autocrítica (por demais!!!), mas com isso, acabo me sabotando…

Legal é começar a tirar essas conclusões e chegar nesse ponto sozinha (?).
Autocrítica é sempre bom, mas tudo que é em excesso, sempre faz mal…

P.S.: Lembrei que meu blog é a melhor terapia que posso ter. Vou tentar escrever todos os dias e, assim, colocar meus conceitos e ideias para fora e buscar soluções para as coisas que me afligem!

“Nem mesmo o tédio me surpreende mais”

Ultimamente tenho escutado mais Pitty que o normal. E nem sei o quanto isso possa ser considerado, porque eu praticamente não escuto música nacional.
Mas a Pitty tem falado tanto de mim, tanto de como eu sou, tanto de como eu me sinto… Como pode? Sempre me identifiquei com ela, mas nunca tinha me tocado tanto…
Ihhhhhhhhhh… Estou sentimental demais!!! Volta pra casinha Samantha!!! hahaha

Tudo bem com vocês? Faz tempo né? Antes que falem, não, nem estou tão mal assim. Só senti falta de escrever…
So…

“Querido diário”,
Eu estou bem. As coisas, só pra variar, não tem caminhado do jeito que eu acho que deveriam ir, mas tenho tentado ver de uma maneira positiva: aprender a ser paciente, a essa altura da vida, tem me ensinado muitas coisas.
Cortar coisas e pessoas tem me feito um bem danado. Algumas pessoas tem voltado a fazer parte da minha vida e isso tem sido realmente muito importante.
Outra coisa que preciso fazer: parar de falar e escrever advérbios de modo de intensidade. Tem sido tão eu!

Devaneios. Como sempre. Mas estou viva e bem.
É, Pitty, eu também sou uma contradição 😉

Pensamentos. Devaneios. Sentimentos.

Essa madrugada uma conversa por whatsapp foi decisiva pra mim. Coisas que já deveriam ter sido colocadas, faladas, afirmadas, mas o tempo – e o medo – não deixava.
As coisas que eu sempre tive vontade de falar, mas nunca me foram permitidas, foram ditas essa noite.
Dói o coração? Sim, mas não pelas palavras. As coisas que foram ditas é que me deixam chateada.
Sempre fui muito razão, mas as vezes, seguir o coração, não deveria doer tanto.
Dizer um sim, um não, um tchau… Não deveriam ser tão complicadas. Aliás, para mim isso nunca foi complicado. Eu sempre disse o que achava, sentia ou pensava. Mas é claro que com as palavras certas – porque ninguém merece grosseria.
Lembro-me de quando era adolescente e meus casos amorosos sempre terem sido tão complicados. Acho que foi a partir dessa época que sempre fiz o que quis, quando queria e do jeito que eu achava certo. Problema é quando as coisas não dependem da gente.
Fico tentando analisar do porque certas pessoas simplesmente tornam-se especiais. Tão especiais.
Gostar não deveria ser complicado. Aliás, para mim nunca foi. Problema é sempre o outro.
E a saudade ficará para sempre. E a dúvida do “será que teria dado certo?”. Eu sempre preferi me arrepender do que fiz, do que me arrepender do que não fiz. Eu né. Não os outros.

Angústia

Esse final de semana vi meus tios e minha vó.
Meu tio mais velho está a cara do meu pai!!! Tomei cada susto… hehe
Sabe, estou morrendo de saudades do meu pai. Chorei tanto… Chorei na ida para o sítio do meu, na vinda embora pra Curitiba.
Porque, sabe, apesar de tudo ele era meu pai e eu gostava dele.
Agora vem aquela sensação de angústia, tristeza total. É uma coisa tãoooo ruim! Nem sei como me livrar disso. Não tenho mais sono e nem vontade de comer. A única vontade é de ficar olhando pro nada, analisando o nada e pensando no nada.
Eu sei que preciso reagir e tomar um “Acorda Alice!”, mas não sei nem por onde começar.
Essa é uma sensação tão ruim…

E bom dia pra você que me lê.

A vida da gente…

Sempre que entramos na escola, a primeira “tia” ensina que “a gente nasce, cresce, reproduz e morre”. Todo mundo aprendeu isso na escola. Mas nesse meio tempo a gente vive. Isso se esqueceram de avisar.
Nesse meio tempo você tem tempo para aprender do que gosta. E também do que não gosta. Aprende que precisa ser educado, que precisa ter bons modos e ser gentil. Aprende que, às vezes, é necessário não ser nada disso do que você levou anos aprendendo. E que em algumas situações você realmente precisa ser o que você não é.
A gente nasce aprendendo. E morre aprendendo. Humildade é uma coisa que simplesmente se tem. É como educação: ou você tem ou você não tem. Não há maneiras de adquiri-la depois de certa idade.
Tem momentos na vida que são realmente úteis. Mas a grande maioria você aprende que “depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma”, como bem já disse Shakespeare um dia, num passado ali do lado.

Depois desse texto vago, sem citar nomes e nem ninguém, aprendi que preciso ser mais teimosa do que já sou, mais briguenta do que já sou, mais brava do que já sou, mais qualquer coisa do que já sou. Porque ninguém vai fazer nada por mim.
Bom, vírgula. Isso é uma tremenda mentira! Tem gente que realmente faz algo pela gente. Essa pessoa está ao seu lado desde o seu nascimento. E tem um nome universal: mãe.
Para aqueles que não tem esse sentimento pela própria mãe, só posso dizer uma coisa: lamento. Não tenho culpa e problema seu.
Depois da mãe da gente, aprendemos que tem uma outra coisa que sempre completará nossa vida. Amigos. Esses são os mais preciosos.
Amigo não é aquele igual a vaca de presépio: não concorda com você em tudo. Amigo é aquele que te dá bronca quando você está errado, que te liga as 22 horas de um domingo pra contar que tem um rato na cozinha e pergunta o que fazer nessa situação (ok, quem fez isso foi eu, mas vale a pena aqui ser relatado)… E coisas desse tipo.
Mas também amigo é aquele que te ouve quando você simplesmente precisa falar durante horas, ou simplesmente, precisa chorar. Não fica te perguntando o que aconteceu. Simplesmente te dá um abraço.
E é por isso que eu simplesmente amo meus amigos. Saudades de todos!

Em casa!

Nunca me senti tão em casa como me sinto agora. Quando morava em Floripa, sempre sentia que estava ali provisoriamente, que aquele ali não era o meu lugar. Sempre me senti um patinho fora da água. E o sonho de me mudar de lá para qualquer lugar sempre ficou nítido para os que me rodeavam.
Não posso dizer que não gosto de Floripa, mas ali havia algo que, não sei explicar direito, não me fazia bem, apesar de todos os amigos que tenham por lá.
Aqui em Curitiba realmente me sinto em casa. Tudo muito estranho ainda, diferente, vários desconhecidos… Mas realmente estou em casa! Sim, choro de saudades das coisas de Floripa. Sempre terei um carinho especial pela cidade, mas acho que pra mim só será isso mesmo…

Ah, sem esquecer que hoje é aniversário de Curitiba! Mas aqui não é feriado municipal. Feriado é só dia 8 de setembro. No começo, confesso que fiquei meio espantada, mas o legal é que dia 7 de setembro é feriado nacional, ou seja, ganha-se um dia a mais pra se fazer nada por aqui! E pra mim isso é sinal de que poderei viajar! hahahaha 😀
E mais uma vez, parabéns minha querida Curitiba pelos seus 319 anos!