Chorona

Sou declaradamente uma pessoa chorona.

Choro com comercial, desenho animado, filme, cenas de tv…

Nada me toca mais do que histórias verídicas. Aquela pessoa que tem uma doença, aquele cara que foi vender suco no Centro da cidade pra comprar um botijão de gás, um discurso de um avô numa mesa de jantar para a família toda…

Todas essas descrições realmente aconteceram.

Mas o que mais odeio é ser chorona em coisas que eu deveria reagir.

Há alguns meses, três pessoas no meu local de trabalho resolveram me torrar o saco. Passavam o dia rindo de mim. Mas não era só comigo. Era eu e um colega.

Com o tempo, foi a senhorinha da limpeza.

Depois de um tempo, cheguei a conclusão que uma era realmente do mal. A personificação do mal. Sério, já conheci gente ruim, mas como aquela garota, tá pra nascer.

A outra, era só ruim. E uma idiota.

Já a terceira, é só uma imbecil maria-vai-com-as-outras sem opinião.

Tentaram me prejudicar tanto, mais tanto, que o resultado foi o melhor: tive uma promoção no trabalho. Juro.

E porque? Por nunca ter reagido. Por nunca ter dito nada pra elas. Por deixar elas “cagarem” em cima da minha cabeça.

Por um lado, eu nunca ter reagido foi bom. A promoção logo veio. Quer dizer, um ano depois. Mas veio.

Meu chefe sempre me fala que elas têm inveja de mim. Mas inveja do que? Meu cabelo caiu tanto nos últimos anos que tenho falhas na cabeça, estou a cima do peso e não me considero uma pessoa bonita… Hahaha

Minha reação para elas? Orar. Orar pra essas criaturas irem cuidar da própria vida e deixar a minha em paz.

E sim, isso ainda me incomoda. Foi um ano disso. Demora pra superar isso. Um dia após o outro.

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Escreva um título aqui

Na escola, na época de aprender a escrever realmente uma redação, meus professores me ensinaram que escreve um título era feito depois de completa.

Aqui, sempre escrevo o título primeiro. Acho que é porque mais ou menos sei o que vou escrever.

Escrevi dois parágrafos e parei. E chorei. Eu não estou deprimida nem nada, mas só chorei.

O motivo? Coisa idiota.

Meus avós maternos tem uma história bem obscura.

Minha avó era cigana. Sim, daquelas que vivem em tendas e se mudam de um lado para outro. Dessa forma, minha mãe é cigana.

Não conheço os parentes da minha avó. Não conheço minha bisavó. Morreu aos 17 anos de parto. A minha tataravó faleceu 1 ano depois. Ou seja, nem minha avó conheceu a mãe dela e a avó dela.

Meu avô, conta a minha mãe, é tuaregue. Povo nômade do deserto do Saara. Também não conheci a família dele. Aliás, só fui conhecer meu avô aos 9 anos. Ele era incrível.

Sim, ambos já faleceram.

Mas sabe aquela vontade de conhecer suas raízes? Da história da sua família, de como vieram parar no Brasil, de quem são seus antepassados… Isso eu não sei. Acho que nunca vou descobrir.

E isso me magoa. E muito.

Única coisa que sei de verdade é que sou descendente de ciganos e tuaregues. Que meu avô falava curdo. E que, de acordo com ele, “os filhos da Nanci tem sangue leal”.

Quando morei em Curitiba, os árabes sempre acharam que eu era árabe. E vinham falando comigo e eu não sabia uma palavra.

Comecei a aprender árabe lá, mas voltei pra Floripa e não consegui mais professor. Mas a vontade não morreu…

Quem não conhece seu passado está fadado a repetir a história. Mas que passado? Como mudar o futuro se eu nem sei como é o meu passado?

Simplesmente não sei.

Porque os sentimentos simplesmente mudam?

Por ser segunda, nada mais natural do que sentir aquela preguiça.

Mas hoje me sinto diferente. Acordei com a sensação de chateada. Com o que? Boa pergunta.

Aquele sentimento de vontade de chorar. De vontade de ficar na cama.

Não sei direito o que pode ser. Aliás, sei sim. Mas não estou afim de falar de política.

Acho que a bipolaridade está aqui gritando.

Mas enfim, hoje é só segunda-feira…

Na terceira pessoa

Quando eu ainda tinha Facebook, uma amiga da minha mãe veio falar comigo. Ela disse que se divertia com o meu perfil porque eu sempre me referia (e ainda faço isso) a mim na terceira pessoa.

Juro que não sei como isso sai. Não faço por querer. Simplesmente falo de mim na terceira pessoa. Seria algum problema psicológica? Sei não…

Não me lembro mais das situações e do que era, porque além de fazer algum tempo, tem mais de 2 anos que eu não tenho Facebook.

Mas me lembrei disso agora.

Outro fator sobre mim, é sempre ser irônica e sarcástica.

Porque as pessoas, de modo geral, não entendem a ironia? Porque preciso ficar explicando que isso ou aquilo que eu falo é ironia?

Estava aqui analisando com os meus botões: será que falo assim para ninguém entender?

Faz sentido…

É. Definitivamente o meu blog é mais um psicólogo que eu tenho comigo mesmo do que um blog que eu escrevo com certa frequência.
Queria ser mais forte do que eu sou. Na verdade, queria ser tão forte quanto as pessoas pensam que eu sou. Quanto os outros me veem que eu sou.
Queria me ver forte. Queria me ver grande.
“Sou errada. Sou errante. Sempre na estrada. Sempre distante”.
Essa mania de ficar me autoanalisando acaba comigo. Sou o ser mais crítico comigo mesma que pode existir na face da terra. Até hoje não entendo e não sei porque me cobro tanto das coisas. Isso tudo só me faz mal. E eu tenho consciência disso.
No fundo, eu sei que afasto as pessoas de mim. Que quero e sou um ser sozinho no mundo. Me tranco no meu quarto e por aqui eu fico. E por aqui eu vivo. E por aqui eu convivo. Não deixo os outros se aproximarem. E quando conseguem, coloco o Muro de Berlim entre mim e qualquer ser humanos. Acho que é por isso que eu gosto tanto de cachorro.
Só não gosto das dores de cabeça que vem depois das crises…

Então…

Sabe aqueles dias que você está meio sei lá? Que as coisas não tem sentido e nem fazem diferença?
Ontem, lendo o blog da Dani (link ao lado!!!), vi que eu não sou tão ET quanto eu achava que era. Vi o quanto o sentimento das pessoas é parecido.
As vezes me sinto como um pontinho no meio da multidão e não sei o que fazer. Parece que só eu tenho sentimentos estranhos…
A Dani comentou no blog dela algumas coisas das quais estou passando e, conversando com ela pelo Whatsapp, cheguei algumas conclusões sozinha (logicamente com ajuda do blog dela!)… Tal como: porque me cobro tanto? Porque acho que DEVO ser melhor? Porque acho que DEVO algo pra sociedade? Preciso aprender a parar de me preocupar com coisas tão bobas… Preciso aprender a levar a vida mais leve e sem tantas cobranças de mim para eu mesma.
Sempre fui autocrítica (por demais!!!), mas com isso, acabo me sabotando…

Legal é começar a tirar essas conclusões e chegar nesse ponto sozinha (?).
Autocrítica é sempre bom, mas tudo que é em excesso, sempre faz mal…

P.S.: Lembrei que meu blog é a melhor terapia que posso ter. Vou tentar escrever todos os dias e, assim, colocar meus conceitos e ideias para fora e buscar soluções para as coisas que me afligem!

“Nem mesmo o tédio me surpreende mais”

Ultimamente tenho escutado mais Pitty que o normal. E nem sei o quanto isso possa ser considerado, porque eu praticamente não escuto música nacional.
Mas a Pitty tem falado tanto de mim, tanto de como eu sou, tanto de como eu me sinto… Como pode? Sempre me identifiquei com ela, mas nunca tinha me tocado tanto…
Ihhhhhhhhhh… Estou sentimental demais!!! Volta pra casinha Samantha!!! hahaha

Tudo bem com vocês? Faz tempo né? Antes que falem, não, nem estou tão mal assim. Só senti falta de escrever…
So…

“Querido diário”,
Eu estou bem. As coisas, só pra variar, não tem caminhado do jeito que eu acho que deveriam ir, mas tenho tentado ver de uma maneira positiva: aprender a ser paciente, a essa altura da vida, tem me ensinado muitas coisas.
Cortar coisas e pessoas tem me feito um bem danado. Algumas pessoas tem voltado a fazer parte da minha vida e isso tem sido realmente muito importante.
Outra coisa que preciso fazer: parar de falar e escrever advérbios de modo de intensidade. Tem sido tão eu!

Devaneios. Como sempre. Mas estou viva e bem.
É, Pitty, eu também sou uma contradição 😉