Feliz aniversário

Eu sou meio estranha. Tá, bem estranha…

Mas no quesito data e aniversário, eu sempre fui a pior. Passo a semana anterior toda pensando na pessoa e quando chega no dia, bum, esqueço.

Dessa vez não poderia ser diferente.

Hoje é seu aniversário pai. Semana passada comecei a semana triste. Pesarosa.

Daí fui buscar pela memória, lembrei de ti. Na quarta passada, tive algumas crises de choro. Passei o feriado de Páscoa todo pensando em você.

E hoje, quase não mencionei o assunto. De tarde que fui me lembrar. De tarde que fui comentar.

Agora a noite, aqui na minha cama, fico pensando em você.

O quanto eu sinto a sua falta. O quanto nós éramos diferentes e ao mesmo tempo, completamente parecidos.

Éramos dois grossos conversando, falando todos os palavrões do mundo, gritando e, no momento seguinte, um puxando o saco do outro.

É. Esse era nossos relacionamento. Vinil, comida, conversas. Parceria.

Feliz aniversário pai.

Saudades eternas de ti.

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Aceitação

Eu sempre precisei de aceitação. Sempre precisei me sentir aceita. Acho que isso é coisa desde que eu me entendo por gente. Por conta disso, sempre tento agradar todo mundo. Ser uma pessoa gentil para todos, ser agradável da melhor maneira possível.

Mas o tempo vai passando e essa aceitação não vem de todo mundo.

E isso ia me frustrando. Me deixando triste.

E aí, um belo dia, finalmente aprendi que não vou agradar algumas pessoas. Simples assim.

Massss várias outras, inúmeras outras vão gostar de você. Algumas saem do bairro do lado pra te ver. Outras, da cidade do lado. E há aquelas que pegam aviões para te ver. E você faz o mesmo por elas.

E por isso esse título. Aceitação. Aceitar que você não vai agradar a todo mundo. As vezes, nem a você mesmo. E isso é a vida.

Aceitar.

Voltando…

Faz um tempo que acho que devo ter um blog de novo. Bem estilo “meu querido diário”. Ia fazer um diário, daqueles que a gente guarda a sete chaves, mas não sei se conseguiria.

Então, acabo de me lembrar que poderia voltar a fazer um blog. Mas daí lembrei que já tinha um. E resolvi ativá-lo novamente.

Ao contrário de tempos passados, no qual eu só vinha aqui para desabafar, quando estava triste, dessa vez resolvi voltar pelo simples fato que acho que devo escrever.

Não quero que isso daqui seja um “muro das lamentações”. Quero que seja um relato das coisas que tenho feito, das viagens que finalmente comecei a fazer, das coisas que olho, dos sentimentos que tenho…

Agora sei e entendo o quanto preciso ser grata. Agradecer mais as coisas que tenho e quem eu sou. Parar de me chatear com algumas coisas…

Mas aos poucos vou escrevendo sobre isso tudo.

Primeiro, vou tentar fazer isso diariamente, com uma espécie de colocar o dia a dia.

E se tem alguém lendo isso daqui além de mim, seja bem vindo. Novamente.

É. Definitivamente o meu blog é mais um psicólogo que eu tenho comigo mesmo do que um blog que eu escrevo com certa frequência.
Queria ser mais forte do que eu sou. Na verdade, queria ser tão forte quanto as pessoas pensam que eu sou. Quanto os outros me veem que eu sou.
Queria me ver forte. Queria me ver grande.
“Sou errada. Sou errante. Sempre na estrada. Sempre distante”.
Essa mania de ficar me autoanalisando acaba comigo. Sou o ser mais crítico comigo mesma que pode existir na face da terra. Até hoje não entendo e não sei porque me cobro tanto das coisas. Isso tudo só me faz mal. E eu tenho consciência disso.
No fundo, eu sei que afasto as pessoas de mim. Que quero e sou um ser sozinho no mundo. Me tranco no meu quarto e por aqui eu fico. E por aqui eu vivo. E por aqui eu convivo. Não deixo os outros se aproximarem. E quando conseguem, coloco o Muro de Berlim entre mim e qualquer ser humanos. Acho que é por isso que eu gosto tanto de cachorro.
Só não gosto das dores de cabeça que vem depois das crises…

Ei, também tenho sentimentos!

Eu sou a menina mais menino que conheço.
Gosto de UFC, futebol e super herois.
Prefiro homem aranha a barbie. Filmes de terror/suspense/ação a comédias românticas. Realmente sei o que é impedimento. Gosto de ver pancadaria e torço pro sangue correr solto.
Não suporto praia. Odeio verão. Assisto quantas vezes for preciso a Homem Aranha, Wolverine, X-men. Tenho todos “O senhor dos aneis” em versão estendida.
Sou grossa e não tenho paciência pra gente que é mais emoção do que razão.
Mas, apesar desse lado “homenzinho”, também tenho sentimentos. Sou chorona como qualquer mulher. Também me apaixono. Gosto de dormir de conchinha. Sou carinhosa…
Faz tempo que não me sinto tão completa comigo mesma. Mas sinto falta de realmente ser valorizada pelo que sou.
E não. Não estou na tpm. É só um desabafo.

Devaneios

“Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar”

Eu estarei de pé. De queixo erguido.
Eu sou um turbilhão de sentimentos. De pensamentos. De coisas. Às vezes é complicado mesmo me acompanhar. Algumas vezes nem eu consigo.
Sabe aqueles discos rígidos fazendo desfragmentação no Windows? Vai e volta tudo rápido? Sim, sou eu…
Sentimentos. Nessas horas realmente queria ser psicopata. Não ter sentimentos. Não entender o que é sentimento.

“Você está sempre indo e vindo. tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido”

” Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham
Não se curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar”.

Pitty. Déjà vu.

Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Eu passo o dia inteiro cantando mentalmente Déjà Vu, da Pitty.
Não sei porque essa música se aplica a tantas coisas que eu sinto e passo…
Essa semana estou incrivelmente bem, mesmo passando pelos mesmos perrengues de sempre. Acho que comecei a parar de dramatizar tudo. Isso já é um bom caminho. Mas, principalmente, comecei a parar de criar expectativa das coisas.
Continuo com os mesmos sentimentos e pensamentos, mas resolvi criar raízes e colocar os pés no chão. Mas isso não quer dizer que irei ficar parada esperando as coisas caírem no meu colo.

Hoje escutei uma definição engraçada da minha mãe sobre a minha avó e conviver com a família dela: parecia que vivia numa prisão e queria se libertar daquilo.
Simplesmente definiu o que eu sinto em morar com ela e o Max…
Problema que eu sei que não posso me expressar. Dizer o que realmente sinto e penso. Porque simplesmente sei da confusão que vai dar e não vale o esforço.
Acho que foi a partir dessa constatação que comecei a ficar quieta e não falar mais as coisas.

Eu continuo sentimental. Continuo gostando. Continuo sentindo falta. Mas aprendi que a vida segue. Não quer dizer que parei de sentir. Só que resolvi seguir em frente.
Isso não significa que eu desisti. Significa que eu resolvi que vou continuar gostando mas não vou mais sofrer.
E sim, isso é uma indireta Senhor Vampiro Barbudo… hahahaha 😉

E a vida segue…