É. Definitivamente o meu blog é mais um psicólogo que eu tenho comigo mesmo do que um blog que eu escrevo com certa frequência.
Queria ser mais forte do que eu sou. Na verdade, queria ser tão forte quanto as pessoas pensam que eu sou. Quanto os outros me veem que eu sou.
Queria me ver forte. Queria me ver grande.
“Sou errada. Sou errante. Sempre na estrada. Sempre distante”.
Essa mania de ficar me autoanalisando acaba comigo. Sou o ser mais crítico comigo mesma que pode existir na face da terra. Até hoje não entendo e não sei porque me cobro tanto das coisas. Isso tudo só me faz mal. E eu tenho consciência disso.
No fundo, eu sei que afasto as pessoas de mim. Que quero e sou um ser sozinho no mundo. Me tranco no meu quarto e por aqui eu fico. E por aqui eu vivo. E por aqui eu convivo. Não deixo os outros se aproximarem. E quando conseguem, coloco o Muro de Berlim entre mim e qualquer ser humanos. Acho que é por isso que eu gosto tanto de cachorro.
Só não gosto das dores de cabeça que vem depois das crises…

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Ei, também tenho sentimentos!

Eu sou a menina mais menino que conheço.
Gosto de UFC, futebol e super herois.
Prefiro homem aranha a barbie. Filmes de terror/suspense/ação a comédias românticas. Realmente sei o que é impedimento. Gosto de ver pancadaria e torço pro sangue correr solto.
Não suporto praia. Odeio verão. Assisto quantas vezes for preciso a Homem Aranha, Wolverine, X-men. Tenho todos “O senhor dos aneis” em versão estendida.
Sou grossa e não tenho paciência pra gente que é mais emoção do que razão.
Mas, apesar desse lado “homenzinho”, também tenho sentimentos. Sou chorona como qualquer mulher. Também me apaixono. Gosto de dormir de conchinha. Sou carinhosa…
Faz tempo que não me sinto tão completa comigo mesma. Mas sinto falta de realmente ser valorizada pelo que sou.
E não. Não estou na tpm. É só um desabafo.

Devaneios

“Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar”

Eu estarei de pé. De queixo erguido.
Eu sou um turbilhão de sentimentos. De pensamentos. De coisas. Às vezes é complicado mesmo me acompanhar. Algumas vezes nem eu consigo.
Sabe aqueles discos rígidos fazendo desfragmentação no Windows? Vai e volta tudo rápido? Sim, sou eu…
Sentimentos. Nessas horas realmente queria ser psicopata. Não ter sentimentos. Não entender o que é sentimento.

“Você está sempre indo e vindo. tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido”

” Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham
Não se curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar”.

Pitty. Déjà vu.

Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Eu passo o dia inteiro cantando mentalmente Déjà Vu, da Pitty.
Não sei porque essa música se aplica a tantas coisas que eu sinto e passo…
Essa semana estou incrivelmente bem, mesmo passando pelos mesmos perrengues de sempre. Acho que comecei a parar de dramatizar tudo. Isso já é um bom caminho. Mas, principalmente, comecei a parar de criar expectativa das coisas.
Continuo com os mesmos sentimentos e pensamentos, mas resolvi criar raízes e colocar os pés no chão. Mas isso não quer dizer que irei ficar parada esperando as coisas caírem no meu colo.

Hoje escutei uma definição engraçada da minha mãe sobre a minha avó e conviver com a família dela: parecia que vivia numa prisão e queria se libertar daquilo.
Simplesmente definiu o que eu sinto em morar com ela e o Max…
Problema que eu sei que não posso me expressar. Dizer o que realmente sinto e penso. Porque simplesmente sei da confusão que vai dar e não vale o esforço.
Acho que foi a partir dessa constatação que comecei a ficar quieta e não falar mais as coisas.

Eu continuo sentimental. Continuo gostando. Continuo sentindo falta. Mas aprendi que a vida segue. Não quer dizer que parei de sentir. Só que resolvi seguir em frente.
Isso não significa que eu desisti. Significa que eu resolvi que vou continuar gostando mas não vou mais sofrer.
E sim, isso é uma indireta Senhor Vampiro Barbudo… hahahaha 😉

E a vida segue…

Melhorando

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”.
Eu nunca gostei muito de Raul, mas essa letra sempre me tocou.
Acredito que como seres em evolução, precisamos constantemente nos aperfeiçoar e modificar. E aprender com os erros. Porque, se ficar parado as coisas não mudam nunca…
Eu tentou me apegar as coisas boas nas horas ruins. Lógico que eu não sou perfeita e passo por autos e baixos. Mas me apego muito a conversa que tive com a Dani (link aí ao lado 😉 hehe) e a uma amiga de infância, a Simone.
Eu sou inconstante. Sempre fui. Passo por altos e baixos, mas finalmente estou começando a amadurecer e aprender com os meus erros e acertos.
Sinto saudades, como todo mundo. Mas preciso aprender melhor a lidar com esse sentimento.
Preciso me lembrar de que tenho que me defender das situações. Tudo bem que algumas não valem o esforço, mas não posso ser permissiva com tudo.
Estou tentando trilhar meu caminho e confesso que isso não é tarefa fácil.
Desistir é sempre muito complicado para mim, ainda mais de uma carreira que lutei tanto para ter. Desistir de pessoas é uma tarefa quase missão impossível. Mas, nada como o tempo…
Saudades do que ficou para trás. Aprender com os próprios erros não é nada fácil. Perder uma pessoa porque você a encontrou no momento certo mas na hora errada. A vida tem dessas. Prega peças e fere o coração da gente.
E bola para frente.
Bom dia segunda.

Porque odeio dezembro

10 de dezembro de 2005. Meu avô.
09 de dezembro de 2010. Meu pai.
13 de dezembro de 2011. Meu tio.
19 de dezembro de 2013. Minha avó.
09 de dezembro de 2014. Meu amigão Ozzy.
Se dezembro já era ruim o suficiente por ter suas festas de final de ano, só ter morte na família em dezembro, torna pior ainda.
Sério. O ano poderia acabar em novembro e eu hibernar em dezembro e só acordar em janeiro.
Estou realmente merecendo uma notícia boa.
Coração em frangalhos 😦

Dezembro

Dezembro sempre foi o pior mês do ano. Sempre detestei as festas. Nunca gostei de Natal ou Ano Novo. Sempre foi a época que eu mais me senti sozinha.
Terça-feira faz quatro anos que meu pai se foi. Na quarta, nove que meu avô se foi.
Entro dezembro chorando e acabo dezembro chorando.
Nessa época que eu mais fico pensando que nunca devo deixar meus sentimentos de lado e dizer o quanto amo as pessoas.
E por uma dessas, que perdi o grande amor da minha vida.
Eu devo ser muito paspalha mesmo. Um vem no whatsapp dizer que a namorada está na casa dela e quer que eu vá pra casa dele. Sim. Eu entendi as segundas intenções. Só me faço de burra.
O outro me enrola a semana inteira e vem até a minha casa pra me dizer que eu sou para casar e que ele não está preparado para um novo relacionamento.
Prazer. Eu sou a idiota da Samantha que os outros acham que podem tratar do jeito que quiserem porque eu não devo ter sentimentos.
Odeio dezembro. Odeio a minha vida. E odeio quem eu sou.
E se isso parecer que eu quero piedade dos outros, mando um foda-se bem gigante.