Chorona

Sou declaradamente uma pessoa chorona.

Choro com comercial, desenho animado, filme, cenas de tv…

Nada me toca mais do que histórias verídicas. Aquela pessoa que tem uma doença, aquele cara que foi vender suco no Centro da cidade pra comprar um botijão de gás, um discurso de um avô numa mesa de jantar para a família toda…

Todas essas descrições realmente aconteceram.

Mas o que mais odeio é ser chorona em coisas que eu deveria reagir.

Há alguns meses, três pessoas no meu local de trabalho resolveram me torrar o saco. Passavam o dia rindo de mim. Mas não era só comigo. Era eu e um colega.

Com o tempo, foi a senhorinha da limpeza.

Depois de um tempo, cheguei a conclusão que uma era realmente do mal. A personificação do mal. Sério, já conheci gente ruim, mas como aquela garota, tá pra nascer.

A outra, era só ruim. E uma idiota.

Já a terceira, é só uma imbecil maria-vai-com-as-outras sem opinião.

Tentaram me prejudicar tanto, mais tanto, que o resultado foi o melhor: tive uma promoção no trabalho. Juro.

E porque? Por nunca ter reagido. Por nunca ter dito nada pra elas. Por deixar elas “cagarem” em cima da minha cabeça.

Por um lado, eu nunca ter reagido foi bom. A promoção logo veio. Quer dizer, um ano depois. Mas veio.

Meu chefe sempre me fala que elas têm inveja de mim. Mas inveja do que? Meu cabelo caiu tanto nos últimos anos que tenho falhas na cabeça, estou a cima do peso e não me considero uma pessoa bonita… Hahaha

Minha reação para elas? Orar. Orar pra essas criaturas irem cuidar da própria vida e deixar a minha em paz.

E sim, isso ainda me incomoda. Foi um ano disso. Demora pra superar isso. Um dia após o outro.

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Desabafo

Semana passada senti que as minhas energias foram sugadas. Chegava em casa super cansada. Queria deitar e dormir.

Essa semana estou irritada. Comigo mesma.

Mas resolvi focar toda essa irritação com estudo. Resolvi tomar vergonha na cara e voltar a estudar. Desde segunda estou focada.

Resultado: escápula esquerda queimando de dor.

Só consigo estudar escrevendo e como sou canhota, lasquei-me.

Mas agora é voltar ao foco.

Escreva um título aqui

Na escola, na época de aprender a escrever realmente uma redação, meus professores me ensinaram que escreve um título era feito depois de completa.

Aqui, sempre escrevo o título primeiro. Acho que é porque mais ou menos sei o que vou escrever.

Escrevi dois parágrafos e parei. E chorei. Eu não estou deprimida nem nada, mas só chorei.

O motivo? Coisa idiota.

Meus avós maternos tem uma história bem obscura.

Minha avó era cigana. Sim, daquelas que vivem em tendas e se mudam de um lado para outro. Dessa forma, minha mãe é cigana.

Não conheço os parentes da minha avó. Não conheço minha bisavó. Morreu aos 17 anos de parto. A minha tataravó faleceu 1 ano depois. Ou seja, nem minha avó conheceu a mãe dela e a avó dela.

Meu avô, conta a minha mãe, é tuaregue. Povo nômade do deserto do Saara. Também não conheci a família dele. Aliás, só fui conhecer meu avô aos 9 anos. Ele era incrível.

Sim, ambos já faleceram.

Mas sabe aquela vontade de conhecer suas raízes? Da história da sua família, de como vieram parar no Brasil, de quem são seus antepassados… Isso eu não sei. Acho que nunca vou descobrir.

E isso me magoa. E muito.

Única coisa que sei de verdade é que sou descendente de ciganos e tuaregues. Que meu avô falava curdo. E que, de acordo com ele, “os filhos da Nanci tem sangue leal”.

Quando morei em Curitiba, os árabes sempre acharam que eu era árabe. E vinham falando comigo e eu não sabia uma palavra.

Comecei a aprender árabe lá, mas voltei pra Floripa e não consegui mais professor. Mas a vontade não morreu…

Quem não conhece seu passado está fadado a repetir a história. Mas que passado? Como mudar o futuro se eu nem sei como é o meu passado?

Simplesmente não sei.

Devaneios

Hoje é quarta. Dia de terapia. Diz que eu tiro uma hora pra pensar em mim e falar de mim. E ouvir.

Ouvir o que as outras pessoas vão dizer. Ouvir o que eu preciso mudar e o que eu não preciso mudar. O que eu preciso ou não fazer. Me analisar.

Desde que comecei, há quase dois anos, fico sempre me questionando: “porque não comecei terapia antes?”.

Sinto que sou uma pessoa muito melhor. Muito mais tranquila e muito mais leve.

E o que aprendi com esse tempo de terapia? Que eu sou uma boa pessoa, com alguns problemas. Que eu não sou uma pessoa má.

Ah! E aprendi a ligar aquele botão super legal: liguei o FODA-SE e fui ser feliz 😊

Porque os sentimentos simplesmente mudam?

Por ser segunda, nada mais natural do que sentir aquela preguiça.

Mas hoje me sinto diferente. Acordei com a sensação de chateada. Com o que? Boa pergunta.

Aquele sentimento de vontade de chorar. De vontade de ficar na cama.

Não sei direito o que pode ser. Aliás, sei sim. Mas não estou afim de falar de política.

Acho que a bipolaridade está aqui gritando.

Mas enfim, hoje é só segunda-feira…

Na terceira pessoa

Quando eu ainda tinha Facebook, uma amiga da minha mãe veio falar comigo. Ela disse que se divertia com o meu perfil porque eu sempre me referia (e ainda faço isso) a mim na terceira pessoa.

Juro que não sei como isso sai. Não faço por querer. Simplesmente falo de mim na terceira pessoa. Seria algum problema psicológica? Sei não…

Não me lembro mais das situações e do que era, porque além de fazer algum tempo, tem mais de 2 anos que eu não tenho Facebook.

Mas me lembrei disso agora.

Outro fator sobre mim, é sempre ser irônica e sarcástica.

Porque as pessoas, de modo geral, não entendem a ironia? Porque preciso ficar explicando que isso ou aquilo que eu falo é ironia?

Estava aqui analisando com os meus botões: será que falo assim para ninguém entender?

Faz sentido…

É

Essa vida de adulto cansa. Tô aqui deitada faz uma duas horas tentando ter coragem de levantar para ir tomar um banho e colocar meu pijama e simplesmente dormir.

Semana puxada. Com muitas coisas pra pensar…

Essa semana finalmente meu carro veio. Cheguei a conclusão que ninguém merece andar de ônibus 😂😂😂 isso que eu nem ligava de andar de ônibus, mas senhor, não dá mais.

Hoje, voltando pra casa, dirigindo… Me senti tão bem. Fiquei anos sonhando em dirigir. Sempre achei que isso era liberdade. E hoje vi que lá estava eu, no meu carro, voltando do trabalho, escutando Nirvana… Senti orgulho de mim.

Ah, lição da semana: parar de confiar nas pessoas.